segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Participação Estudantil





Os estudantes participam activamente em turmas em que a discussão é valorizada, criam a presença social através da natureza e conteúdo da sua participação. A presença social é importante, tanto no grau de satisfação como na aprendizagem. É igualmente importante no início dos cursos e requer esforço para ser mantida, pois a tendência é decrescer ao longo do tempo.
Os estudantes valorizam as discussões entre o professor e o grupo de estudantes, e a estrutura do curso é importante para permitir a discussão. De acordo com Wang (2001)
a contribuição para a discussão online está correlacionada com o desempenho no curso (interacções síncronas).
Swan (2002) no seu estudo indica que uma consistente e bem definida estrutura é importante para o grau de satisfação dos estudantes e para os resultados da aprendizagem percebida. A estrutura pode aumentar as oportunidades de presença cognitiva de forma a decrescer a distância transaccional. O oposto da definição de Moore.
Solomon (1984) comparou a auto-eficácia dos alunos e os resultados da aprendizagem, quando os estudantes aprendem através da televisão ou material impresso. Investigou a "quantidade de investimento mental" ou esforço, e formulou a hipótese de que, quando é mostrado material "fácil" (televisão), indivíduos com alta auto-eficácia irão investir, menos esorço e logo conseguir menos
De acordo com Hara e Kling (2000) é necessário mais investigação sobre cursos online a partir da perspectiva dos alunos. Num estudo de caso, descobriram que muitos aspectos do curso frustravam os alunos, e que o professor permanecia sem saber do contínuo nível de frustração. Sugerem que muitos pesquisadores têm uma visão optimista e romântica da tecnologia, o que pode impedir uma investigação rigorosa.
A literatura não revela muito sobre o que os alunos aprendem com a sua participação em discussões online. Nenhum destes estudos investigou o que seria necessário, em termos de estrutura de curso ou mediação do professor, para envolver efectivamente os alunos em discussões que levassem a uma compreensão mais profunda da matéria em estudo.


Raven M.Wallace(2003)

Educação a distância

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Modelos dos papéis dos profesores



Para analisar o discurso à distância, Henri (1992) desenvolveu um sistema, que incluía cinco dimensões que são: participativa, social, interactiva, cognitiva e metacognitiva. Este sistema foi desenvolvido posteriormente por Offir e Lev (2000), criando um modelo de entendimento e compreensão entre os professores e alunos, incluindo seis categorias:

1. Social
2. Processual
3. Expositiva
4. Explicativa
5. Tarefa cognitiva
6. Interacções na assistência à aprendizagem

Esta análise, provou, que ao longo do tempo, aumentou as interacções sociais dos professores e as interacções na assistência à aprendizagem.Offir e colaboradores usaram estas descobertas para melhorar os resultados dos alunos ao modificarem os comportamentos dos professores. Enfatizaram a importância do papel do professor em apoiar os aspectos afectivos e sociais do curso, elementos esses que podem desaparecer num ambiente de aprendizagem à distância.”

Goodyear e colaboradores (2001) desenvolveram um modelo num workshop no Reino Unido em Junho de 2000. O modelo identifica os papéis dos professores nos cursos a distância. Os principais papéis são seis:

· O Facilitador do Processo preocupa-se em facilitar o conjunto de tarefas à distância que apoie a aprendizagem do aluno (contrasta com o facilitador de conteúdo).
· O Conselheiro trabalha com os alunos numa base individual ou privada, oferecendo conselhos ou ajudando-os a darem o seu melhor no curso, (contrasta com o facilitador de processo, que é feito, se não exclusivamente, em grupo ou público.)
· O Assessor preocupa-se em dar notas, feedback e a validação do trabalho dos alunos.
· O Investigador preocupa-se com a produção de novos conhecimentos relevantes para as áreas que vão ser leccionadas.
· O Facilitador de Conteúdo preocupa-se directamente em facilitar o entendimento crescente dos alunos acerca do conteúdo dos cursos.
· O Tecnológico preocupa-se em fazer ou ajudar a fazer escolhas tecnológicas que melhorem o ambiente disponível para os alunos.
· O Designer preocupa-se em desenhar as tarefas de aprendizagem à distância. (Cf. Facilitação do processo, que é predominantemente uma actividade “dentro do curso”; o desenho do trabalho é predominantemente uma tarefa “anterior” ao curso (Citado de um artigo da Web).

12 tipos de apoio à distância, para assistência à aprendizagem, foram desenvolvidos por Bonk e colaboradores (2000). Este apoio seria providenciado pelos professores, a saber:

1. Conhecimento social e cognitivo
2. Questionamento
3. Instrução directa
4. Exemplos
5. Feedback/ louvor
6. Estruturar as tarefas cognitivas
7. Elaborações/Explicações cognitivas
8. “Empurrar” para explorar
9. Fomentar a reflexão/o conhecimento de si próprio
10. Encorajar o diálogo
11. Aconselhamento/sugestão geral
12. Gestão (em e-mails ou discussões privados, nunca para a turma em geral)

Os modelos de Bonk et al. como de Goodyear et al. mostram-se promissores para uma pesquisa futura, no entanto, neste momento são expositivo.

Salmon (2000) refere que o professor é o “tecelão” porque ele interliga a contribuição dos participantes. Salmon criou novo modelo com cinco etapas para o ensino e aprendizagem à distância, : acesso e motivação, socialização online, troca de informação, construção de conhecimentos e finalmente desenvolvimento.
Este autor refere que a e-moderação se afasta dos papéis convencionais de ensino, tais como instrução, focando-se em ajudar os alunos a dar sentido às coisas em vez da transmissão de conhecimentos.


Raven M. Wallace (2003)